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IA · 08 de setembro de 2026

O que mudou no marketing digital na primeira semana de setembro

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O que mudou no marketing digital na primeira semana de setembroAMPLE / INSIGHT
RESUMO / 001

Quatro mudanças entraram em vigor entre 1º e 7 de setembro. O Google começou a migrar campanhas de Busca para o AI Max sem pedir autorização, e a janela de escapar já fechou.

O que mudou no marketing digital na primeira semana de setembro

Entre 1º e 7 de setembro de 2026, quatro mudanças entraram em vigor. Três delas mexem em campanha que já está rodando, sem depender de nenhuma decisão sua. A mais pesada é a migração automática de campanhas de Busca do Google para o AI Max, que começou no dia 1º e vai até o fim do mês.

O resumo, para quem tem trinta segundos:

O que aconteceuQuem sentePrecisa agir?
Google migra campanhas para o AI MaxQuem usa correspondência ampla ou recursos automáticosSim, a janela de escapar já fechou
Microsoft liga o AI Max por padrãoCampanhas novas de Busca no BingSim, se não quiser
Apple confirma: bloquear treino de IA não derruba rankingQualquer siteNão, é boa notícia
Google alerta sobre SEO programáticoQuem gera página em massaDepende do método

O Google está migrando sua campanha sem perguntar

Desde 1º de setembro, o Google Ads passou a migrar automaticamente para o AI Max as campanhas de Busca que usam correspondência ampla no nível da campanha ou recursos criados automaticamente. A migração é gradual e vai até 30 de setembro.

Duas consequências práticas:

  • Campanhas com recursos criados automaticamente sobem para o AI Max com correspondência de termos de pesquisa e personalização de texto ligadas por padrão.
  • Campanhas com correspondência ampla no nível da campanha sobem com a correspondência de termos de pesquisa ligada.

Não existe botão de recusar. A única saída era desligar os recursos afetados antes de 1º de setembro, quem fez isso ficou de fora da migração. Para todo o resto, o caminho agora é acompanhar o que mudou e ajustar depois.

Há também um efeito para quem integra por API: qualquer versão da API do Google Ads lançada depois de 1º de setembro remove de vez as entidades antigas de correspondência ampla e de recursos automáticos. Se algum sistema seu escreve nessas configurações, ele vai parar.

A Microsoft foi na mesma direção, e ligou por padrão

A Microsoft liberou a versão geral do seu próprio AI Max e passou a ativá-lo por padrão em campanhas novas de Busca. A empresa afirma um aumento de pelo menos 8% em conversões, com base em 44 testes A/B feitos com anunciantes entre junho e agosto de 2026, e ganho ponderado por investimento em torno de 13,6%.

Vale a ressalva: o número é da própria plataforma que vende o recurso, medido por ela, num recorte que ela escolheu. Não é motivo para descartar, é motivo para medir no seu caso antes de tratar como garantido.

Painel de métricas de campanha aberto na tela de um notebook

O movimento de fundo é a perda do controle manual

As duas notícias acima são a mesma notícia. As grandes plataformas estão removendo camadas de controle manual e substituindo por automação: segmentação, texto, posicionamento e até a escolha da página de destino passam a ser decisão da máquina.

Isso muda o trabalho de quem gere tráfego. Menos ajuste fino de palavra-chave, mais três coisas:

  • Qualidade do que alimenta a máquina, criativo, oferta e página de destino viram as variáveis que ainda são suas.
  • Leitura honesta do resultado, com menos controle, medir bem deixa de ser higiene e vira a única defesa.
  • Exclusões e limites, dizer para onde a automação não pode ir passa a valer mais que dizer para onde ela deve ir.

Bloquear o treino de IA não custa posição na busca

No fim de semana de 7 de setembro, a Apple atualizou a documentação do Applebot com uma frase que resolve uma dúvida antiga: as regras de site para o Applebot-Extended não são consideradas no ranking da Busca.

O Applebot-Extended não rastreia página nenhuma. Ele existe só para o site dizer se aceita que seu conteúdo treine os modelos generativos da Apple. Bloquear não tira o site dos resultados nem piora a posição. É a mesma política que o Google já declarava para o Google-Extended.

Na prática, isso separa de vez duas decisões que muita gente tratava como uma só:

DecisãoEfeito em ser encontrado
Deixar a IA ler para responder e citar vocêAlto, bloquear é sumir das respostas
Deixar a IA treinar com seu conteúdoNenhum, é decisão de negócio

Quem quer ser citado precisa liberar os rastreadores de busca com IA. Quem não quer alimentar treinamento de modelo pode recusar, e agora com confirmação de que isso não sai caro.

Página gerada em massa continua sendo risco

Em 7 de setembro, John Mueller, do Google, voltou a alertar sobre SEO programático: a prática, nas palavras dele, "frequentemente leva a um site que é spam, quase spam, ou de baixa qualidade", e o Google pode perder confiança no site inteiro por causa disso.

O ponto não é a automação em si. É que gerar mil páginas a partir de um modelo e um banco de dados produz mil páginas que não respondem a ninguém. A pergunta que separa uma coisa da outra é simples: essa página existiria se ninguém precisasse ranquear?

O que fazer nesta semana

  1. Abra o Google Ads e veja se suas campanhas foram migradas. A migração é gradual até 30 de setembro, então pode ainda não ter chegado.
  2. Compare o antes e o depois de custo por aquisição e de termos de pesquisa. Com correspondência mais aberta, o desperdício aparece nos termos.
  3. Reforce as listas de exclusão. Com menos controle sobre onde a campanha entra, dizer onde ela não entra vale mais.
  4. Confira se algum sistema seu escreve na API do Google Ads nas configurações que foram removidas.
  5. Revise seu robots.txt separando quem lê para responder de quem lê para treinar. São decisões diferentes, e só uma delas afeta ser encontrado.

Fontes

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